Arquivos
Mostra Documental – Abolição da Pena de Morte: alguns exemplos europeus
No âmbito da atribuição da Marca do Património Europeu à Carta de Lei da Abolição da Pena de Morte, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo tem promovido todo um programa para a sua divulgação e comunicação, nomeadamente por ocasião da celebração dos seus 150 anos (1867-2017).
Neste contexto e assinalando o Dia Europeu Contra a Pena de Morte é apresentada uma mostra documental que resulta de um repto lançado aos arquivos europeus, no sentido de se associarem a estas comemorações com documentação relacionada com os próprios percursos nacionais conducentes à abolição daquela pena.
A pena de morte ocupou um lugar proeminente nos sistemas penais dos países europeus até ao século XIX. Segundo o sociólogo e jurista David Garland, a pena de morte corresponde a uma cultura de violência universalmente aceite e consentida.
Com raízes no humanismo racionalista do Iluminismo, onde se salienta pelo seu impacto histórico, a obra de Cesare Beccaria, Dos Delitos e das Penas (Milão, 1764), muitos juristas defenderam, a partir das décadas finais do século XVIII, a elaboração de leis penais mais eficazes e dissuasoras, mas simultaneamente menos severas e mais respeitadoras da dignidade humana do que as executadas até então.
A partir de meados do século XIX, outros grandes doutrinários da causa abolicionista surgem, tal como Carl Joseph Anton Mittermeier, Charles Lucas ou o escritor Victor Hugo, influenciando as reformas penais, que, com avanços e recuos, se foram fazendo nalgumas nações europeias. Portugal, com a publicação da Lei da abolição da pena de morte em 1867, torna-se um dos primeiros países a inscrever no seu sistema legal uma lei de abolição da pena de morte para crimes civis, colocando-se na linha da frente dos países pioneiros da causa abolicionista. Destaca-se de outros países por nunca a ter revogado.
Os documentos aqui apresentados – a maior parte em formato digital – ilustram alguns dos percursos históricos, frequentemente com avanços e recuos, mais precoces ou mais tardios, de países como a Itália, Roménia, Bélgica, Suíça, Noruega e Bulgária. É lembrado o filósofo Cesare Beccaria e a sua obra emblemática, Dos Delitos e das Penas, e o caso precoce, mas efémero, da abolição da pena de morte no Grão-Ducado da Toscânia e o Códice Leopoldino.
E como a 10 de outubro se celebra o Dia Europeu Contra a Pena de Morte – uma iniciativa conjunta da União Europeia e do Conselho da Europa de 2007, lembrando que a pena de morte é contrária aos direitos fundamentais sobre os quais se alicerçam – são aqui mostrados alguns dos documentos que o instituem.
Contamos com a sua visita!
Jornadas da Comarca de Faro 2018: Portugal – A última condenação à Morte por crimes civis – 150 anos
Morte à morte! – 150 da abolição da pena de morte em Portugal/1867-2017 | CPF
É apresentada no edifício da Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, hoje sede do Centro Português de Fotografia, a exposição evocativa dos 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal, numa iniciativa conjunta da Assembleia da República com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
A mostra, comissariada pelo historiador Luís Farinha, destaca o pioneirismo de Portugal na abolição da pena de morte e apresenta, através de textos, imagens e documentos, os antecedentes jurídicos e políticos, as práticas anteriores de execução, as repercussões nacionais e internacionais da aprovação da carta de lei, os sucedâneos da pena de morte (pena celular perpétua e degredo para as colónias), as tentativas de reposição da pena capital, fazendo-se ainda referência à situação atual no mundo.
A mostra estará patente até 24 de junho de 2018.
|
||||||||||||
O património não fala sozinho: há 150 anos uma lei portuguesa para a história da cidadania europeia
A conferencia insere-se no âmbito do
Ano Europeu do Património Cultural.
Organizada em parceria com a radio local BENEDITA FM que a transmite no dia seguinte pelas 17h:00.
Exposição “Condemnados à Pena Última, 150 Anos da Abolição da Pena de Morte”
Estará patente de 20 de abril a 1 de julho de 2018, no Palácio Foz, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, a Exposição “Condemnados à Pena Última, 150 Anos da Abolição da Pena de Morte”, organizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Justiça com a colaboração da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e apoio da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.
Esta exposição pretende celebrar o avanço civilizacional alcançado por Portugal há 150 anos mediante a consagração da abolição da pena de morte para crimes civis em Carta de Lei, datada de 1 de julho de 1867 e outorgada pelo Rei D. Luís I, permitindo, aos visitantes, não só acompanhar o percurso luminoso desse ideal abolicionista tanto nos meios académicos, jurídicos e legislativos como tomar contacto com o lado sombrio de execuções à pena capital no nosso país, nalguns casos através de relatos presenciais da comoção que essas execuções causavam no seio da população.
A exposição, esteve anteriormente patente em Coimbra, tendo recebido inúmeros visitantes, nacionais e estrangeiros, que foram unânimes em salientar o interesse, qualidade e compreensibilidade da mesma.
Vídeo com uma breve descrição sobre a exposição:
Arte Urbana
Lisboa tem uma nova peça de arte urbana realizada no contexto da atribuição da Marca do Património Europeu à Carta de Lei da Abolição da Pena de Morte e para assinalar as Comemorações dos 150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017).
Da autoria do criador nacional Mário Belém, o mural foi realizado entre os dias 26 e 31 de março e localiza-se na Calçada de Santa Apolónia/Rua da Bica do Sapato, perto do antigo Cais do Tojo da Bica do Sapato, lugar aberto de execução de penas capitais para servir de exemplo público, no passado.
Mais informação na NOTA DE IMPRENSA
Ciclo de Cinema “Matar ou Não Matar”
Questão controversa ao longo do século XX, questão ainda particularmente saliente no século XXI (visto que vários países ainda a mantêm em vigor), a pena de morte foi abolida em Portugal há 150 anos.
Assinalamos a efeméride no âmbito da atribuição da Marca do Património Europeu à Carta de Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867‑2017),
cujas comemorações se iniciaram em março de 2017 e prosseguem até julho de 2018, programando um conjunto relativamente extenso de exemplos da participação do cinema na discussão da pena de morte, em todas as suas implicações – legais, sociais, políticas, éticas, religiosas.
A evocação do tema cruza praticamente um século (com ponto de partida no INTOLERANCE de Griffith, que colocava uma execução no centro nevrálgico dos seus cruzamentos temporais), atestando a sua perenidade na discussão pública, principalmente nos países onde ela subsistiu durante mais tempo (casos de França e Reino Unido, na Europa, e obviamente dos Estados Unidos, onde a pena de morte vigora ainda em vários estados).
“Matar ou não Matar” foi o título português de um filme de Nicholas Ray (IN A LONELY PLACE) não diretamente relacionado com a pena de morte (e portanto não incluído no programa), mas adotámos a expressão para o título do Ciclo – ela resume, reduzindo‑a à expressão mais simples, a questão ética, e mesmo metafísica, subjacente à aplicação da pena de morte. 
E é uma dúvida, ou uma hesitação, que encontraremos diversas vezes nestes filmes, todos eles refletindo a existência prática da pena de morte à luz de conceitos como o crime, o castigo e o perdão.
Programa da Cinemateca Março 2018
Mais informação aqui
O Último dia de um Condenado – TOURNÉE NACIONAL
Com Virgílio Castelo e encenação de Paulo Sousa Costa.
Tournée Nacional.
De 09 de fevereiro a 20 de maio de 2018
FEVEREIRO
9 de Fevereiro: Casa das Artes de Arcos de Valdevez
17 de Fevereiro: Pax Julia – Beja
MARÇO
3 de Março: Cae – Caldas da Rainha
10 de Março- Cine Teatro Garret – Póvoa de Varzim
17 de Março- Teatro das Figuras – Faro
24 de Março- Cine Teatro Anadia
27 de Março – Teatro José Lúcio da Silva – Leiria
31 de Março – Régua
ABRIL
14 de Abril – Cartaxo
21 de Abril – Teatro Ribeiro Conceição – Lamego
MAIO
5 de Maio – Albergaria
12 de Maio – Auditório Municipal de Albufeira
18 a 20 de Maio – Teatro Sá da Bandeira – Porto – A aguardar confirmação
30 de Maio – Estarreja
Horários: 18h30 (Datas e Locais sujeitos a confirmação junto aos locais de espetáculo)
Sinopse
Uma adaptação a partir da obra homónima de Victor Hugo, que versa as últimas horas de um homem que está no corredor da morte, com o fim iminente à sua espera. É uma crítica mordaz à pena de morte, onde o autor questiona a justiça por tamanha barbaridade que é tirar a vida a um ser humano, mesmo que seja culpado por um crime de sangue.
É um manifesto a favor da abolição da pena de morte, publicado em 1862. Esta obra teve repercussões em todo o mundo, contribuindo para a proibição da pena capital.
Portugal foi um dos primeiros país da Europa a abolir a pena de morte e o romancista francês Victor Hugo referiu esse facto, congratulando o feito e dizendo “Portugal dá o exemplo à Europa, que imitará a vossa nação. Morte à Morte. Guerra à Guerra. Viva a vida! Ódio ao ódio! A Liberdade é uma imensa cidade da qual todos somos concidadãos”.
O Último dia de um Condenado
Com Virgílio Castelo e encenação de Paulo Sousa Costa.
Em cena no Teatro Armando Cortez até ao dia 28 de Janeiro de 2018.
Horários
De quinta a sábado – 21h30
Domingo – 18h00
Sinopse
Uma adaptação a partir da obra homónima de Victor Hugo, que versa as últimas horas de um homem que está no corredor da morte, com o fim iminente à sua espera. É uma crítica mordaz à pena de morte, onde o autor questiona a justiça por tamanha barbaridade que é tirar a vida a um ser humano, mesmo que seja culpado por um crime de sangue.
É um manifesto a favor da abolição da pena de morte, publicado em 1862. Esta obra teve repercussões em todo o mundo, contribuindo para a proibição da pena capital.
Portugal foi um dos primeiros país da Europa a abolir a pena de morte e o romancista francês Victor Hugo referiu esse facto, congratulando o feito e dizendo “Portugal dá o exemplo à Europa, que imitará a vossa nação. Morte à Morte. Guerra à Guerra. Viva a vida! Ódio ao ódio! A Liberdade é uma imensa cidade da qual todos somos concidadãos”.








