Consulte o Plano de Formação para o curso Comemoração dos 150 anos da abolição da Pena de Morte: Oportunidade de fazer educação para os Direitos Humanos
Com Virgílio Castelo e encenação de Paulo Sousa Costa.
Em cena na Assembleia da República, Sala do Senado, dia 1 de fevereiro de 2018 .
Horário
Quinta feira – 18h30 (Após Plenário)
Sinopse
Uma adaptação a partir da obra homónima de Victor Hugo, que versa as últimas horas de um homem que está no corredor da morte, com o fim iminente à sua espera. É uma crítica mordaz à pena de morte, onde o autor questiona a justiça por tamanha barbaridade que é tirar a vida a um ser humano, mesmo que seja culpado por um crime de sangue.
É um manifesto a favor da abolição da pena de morte, publicado em 1862. Esta obra teve repercussões em todo o mundo, contribuindo para a proibição da pena capital.
Portugal foi um dos primeiros país da Europa a abolir a pena de morte e o romancista francês Victor Hugo referiu esse facto, congratulando o feito e dizendo “Portugal dá o exemplo à Europa, que imitará a vossa nação. Morte à Morte. Guerra à Guerra. Viva a vida! Ódio ao ódio! A Liberdade é uma imensa cidade da qual todos somos concidadãos”.
Questão controversa ao longo do século XX, questão ainda particularmente saliente no século XXI (visto que vários países ainda a mantêm em vigor), a pena de morte foi abolida em Portugal há 150 anos.
Assinalamos a efeméride no âmbito da atribuição da Marca do Património Europeu à Carta de Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867‑2017),
cujas comemorações se iniciaram em março de 2017 e prosseguem até julho de 2018, programando um conjunto relativamente extenso de exemplos da participação do cinema na discussão da pena de morte, em todas as suas implicações – legais, sociais, políticas, éticas, religiosas.
A evocação do tema cruza praticamente um século (com ponto de partida no INTOLERANCE de Griffith, que colocava uma execução no centro nevrálgico dos seus cruzamentos temporais), atestando a sua perenidade na discussão pública, principalmente nos países onde ela subsistiu durante mais tempo (casos de França e Reino Unido, na Europa, e obviamente dos Estados Unidos, onde a pena de morte vigora ainda em vários estados).
“Matar ou não Matar” foi o título português de um filme de Nicholas Ray (IN A LONELY PLACE) não diretamente relacionado com a pena de morte (e portanto não incluído no programa), mas adotámos a expressão para o título do Ciclo – ela resume, reduzindo‑a à expressão mais simples, a questão ética, e mesmo metafísica, subjacente à aplicação da pena de morte. 
E é uma dúvida, ou uma hesitação, que encontraremos diversas vezes nestes filmes, todos eles refletindo a existência prática da pena de morte à luz de conceitos como o crime, o castigo e o perdão.
Programa da Cinemateca Março 2018
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